Estudo Urodinâmico com Eletromiografia

Você sabe em que consiste um Estudo Urodinâmico? E uma Eletromiografia? Esses e outros exames urológicos você encontra aqui na Renovare. Venha tirar suas dúvidas.

 

O que é o Estudo Urodinâmico? 

O exame urodinâmico, como o próprio nome indica, serve para demonstrar o estado funcional do trato urinário inferior, sendo um poderoso método de investigação das disfunções miccionais. A urodinâmica visa confirmar um diagnóstico e assessorar na escolha da melhor abordagem terapêutica.

Quando em homens, pode indicar patologias obstrutivas da próstata e alterações na bexiga. No caso das mulheres, o exame é imprescindível na determinação da causa da incontinência urinária. Já em pacientes neurológicos, pode indicar alterações funcionais do trato urinário. 

O que é eletromiografia? 

A eletromiografia equivale ao estudo do esfíncteruretral externo, que comumente está alterado nas neuropatias, sobretudo nas acompanhadas de comprometimento medular. Nessa fase faz-se necessária a colocação de eletrodos de contato ou de agulha, com o intuito de captar a atividade elétrica do esfíncter, atentando-se a seu sinergismo ou não com o músculo detrusor da bexiga.

Uma avaliação dos músculos do assoalho pélvico (MAP) é feita de forma integrada a componentes neurológicos, ginecológicos e estudo de imagem como ultrassonografia, manometria e eletromiografia, sendo a atividade da musculatura do assoalho pélvico registradas por agulhas, fios, eletrodos de superfície em unidades motoras de um ou mais grupamentos musculares.

No caso de pacientes com disfunções do assoalho pélvico podem haver alterações no tempo de ativação dos músculos do assoalho pélvico e músculos abdominais. Este exame é indicado principalmente para avaliação elétrica dos músculos e monitorar a evolução do tratamento.

Durante o processo do estudo urodinâmico a eletromiografia pode ser feita durante a cistometria, e a paciente é orientada a tossir ou contrair o assoalho pélvico e então é registrado o traçado da eletromiografia para expressar a resposta do rabdoesfíncter, enchimento vesical e micção.

 

Quem deve fazer a avaliação urodinâmica? 

O exame está indicado para os casos de:

  • Pacientes com vários sintomas urinários associados, como urgência, urge-incontinência, nictúria, perda aos esforços, etc;
  • Pacientes já submetidos a tratamento (clínico ou cirúrgico) para incontinência urinária, sem resultado satisfatório;
  • Incontinências urinárias recidivadas;
  • Pacientes com antecedentes de cirurgias ginecológicas ou para tratamento de neoplasias malignas da pelve;
  • Pacientes submetidas à radioterapia.

É recomendada a realização do estudo urodinâmico em todas as pacientes que tenham programado tratamento cirúrgico para cura de incontinência urinária. 

Como se preparar para o exame? 

Não é necessário nenhum preparo especial nem a suspenção de eventuais medicações. Se o paciente não for portador de incontinência urinária deverá chegar ao exame com a bexiga cheia, no caso de incontinência, o paciente deverá proceder ao enchimento vesical artificial na clínica. Para isso deve chegar com antecedência ao horário marcado para o exame. Para facilitar o exame, a ampola retal deve ser previamente esvaziada, ou seja, o paciente deve tentar evacuar antes de fazer o exame.

Nos casos de suspeita de infecção urinária, diabetes, pacientes debilitados, imunodeprimidos ou com outras condições que predisponham a infecções devem receber antibioticoterapia preventiva.

O paciente deve ser avaliado quanto a fatores que podem alterar a função miccional, como:

  • Diabetes mellitus;
  • Hipertensão arterial;
  • Neuropatias;
  • Histórico de acidente vascular cerebral;
  • Traumatismo raquimedular;
  • Traumatismo crânio-encefálico;
  • Passado de tuberculose;
  • Uso de medicamentos;
  • Cirurgias anteriores;
  • Atividade sexual;
  • Paridade;
  • Abortos;
  • Menstruação;
  • Climatério;
  • Menopausa;
  • Neuroses;
  • Psicoses.

Com o intuito de evitar risco de sangramentos anormais deve-se avaliar também quanto a doenças como hemofilia, insuficiência hepática e o uso de antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes. Este exame quando realizado em crianças abaixo de 10 anos de idade geralmente é mais demorado que em adultos.

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