Cistoscopia e Retirada de Duplo J

Você conhece o termo Cistoscopia? Sabe para quê serve este exame? E Duplo J, você sabe o que é? A Renovare pode te ajudar a conhecer um pouco mais sobre esses procedimentos urológicos.

O que é Cistoscopia?

Também conhecido como Uretrocistoscopia, trata-se de um exame realizado no interior da bexiga com a ajuda de um aparelho cistoscópio, que auxilia o médico urologista através de imagens, a fazer uma melhor análise com o intuito de identificar possíveis problemas na integridade das vias urinárias. Este procedimento costuma ser realizado para ajudar a diagnosticar quaisquer distúrbios no canal urinário ou outras patologias, como:

  • Despiste de sintomas urinários, como presença de sangue na urina, dificuldade em urinar, incontinência, infecções urinárias recorrentes;
  • Esclarecimento adicional, quando necessário, em doenças do aparelho urinário baixo, como cálculos urinários (a chamada “pedra no rim”), cistite (inflamação da bexiga), tumores da bexiga, bexiga hiperativa ou hiperplasia benigna da próstata;
  • Colheita de amostras de tecido da bexiga e da uretra (biópsia);
  • Desbloquear a passagem de urina dos rins para a bexiga, ou desta para a uretra, através da inserção de um stent (um tubo minúsculo e expansível);
  • Tratamento de alguns tipos de doenças da bexiga, como por exemplo, pequenos tumores podem ser removidos com o cistoscópio;
  • Avaliação pós-operatória de cirurgias da uretra, bexiga e próstata.

Como é realizada a Cistoscopia?

Na cistoscopia, o médico urologista insere um cistoscópio através da abertura da uretra, e quando o mesmo está localizado, é injetado soro fisiológico para expandir a bexiga e permitir a visualização do interior do órgão.

O exame pode ser feito no consultório médico ou no centro cirúrgico tendo uma duração de cerca de 20 minutos, podendo prolongar-se dependendo da necessidade de uma análise mais complexa.

Depois que a bexiga estiver cheia, o paciente pode sentir intensa vontade de urinar, mas precisa ser suportada durante a realização do procedimento.

Se uma parcela anormal for detectada, deve ser feita uma biópsia. Com o auxílio de um instrumento fino, inserido por meio do cistoscópio, é retirada uma pequena amostra do tecido, que é enviada para um laboratório de patologia para análise. Se for realizada a biópsia, o paciente pode sentir uma sensação de pinçamento no momento da remoção do tecido.

Orientações para a realização do exame

É imprescindível que o paciente esteja de jejum por algumas horas, e que suspenda o uso de qualquer anticoagulante, assim como determinado pelo médico responsável, além disso, deve-se realizar um exame de urina para conferir se há algum risco que o impeça de realizar o procedimento.

Não existe necessidade de internação, uma vez que o exame é feito em um consultório médico ou centro cirúrgico.

Este procedimento normalmente é realizado com o uso de anestesia local, mas caso haja necessidade, a partir da análise do médico especialista, pode ser preciso à aplicação de uma anestesia geral.

Riscos da Cistoscopia

Comumente, o exame não apresenta riscos significativos, no entanto, pode ocorrer:

  • Infecção
  • Sangramento excessivo causado pela biópsia
  • Ruptura da parede da bexiga

Em casos raros e isolados pode aparecer algum resquício de sangue na urina após o procedimento, mas deve desaparecer rapidamente.

Como é realizada a retirada do cateter Duplo J?

O médico responsável pela retirada do cateter duplo J é o urologista. Ela é realizada pela uretra (canal da urina) e pode ser feita manualmente ou por meio de endoscopia (cistoscopia), sem a necessidade de internação.

Em algumas situações, o cateter precisa ficar apenas alguns dias no paciente, permitindo então que a remoção seja feita manualmente. Nesses casos, coloca-se um cateter duplo J com um fio externo. Para retirá-lo, o médico simplesmente puxa esse fio de nylon.

Quando a necessidade de ficar com o cateter dá-se por um tempo mais prolongado, a remoção é feita por endoscopia, que é realizada introduzindo um aparelho com uma câmera e uma pinça por meio da uretra, até atingir a bexiga. Posteriormente, com a ajuda da pinça, o urologista segura o duplo J e retira-o.

O paciente pode sentir dor até 3 dias após a remoção do cateter, contudo, a dor tende a desaparecer naturalmente após esse período.

A remoção do duplo J pode dar-se no período de 1 dia até 6 meses após sua colocação, dependendo do motivo do tratamento. O tempo máximo para uma pessoa permanecer com o cateter é de 1 ano, já que existem cateteres projetados para durar esse tempo.

Na maioria dos casos, o cateter duplo J é deixado durante o pós-operatório até que haja uma melhora no processo inflamatório ou até que ocorra a cicatrização, que normalmente leva de 1 a 4 semanas.