CÁLCULOS RENAIS E URETERAIS

O desenvolvimento de novas técnicas e o emprego de tecnologias inovadoras têm possibilitado o tratamento de patologias graves com um trauma cirúrgico cada vez menor, havendo assim, uma evolução significativa no tratamento dos cálculos urinários, também conhecidos como cálculos renais ou pedras nos rins.

AFINAL, VOCÊ SABE O QUE É O CÁLCULO RENAL?

São quatro tipos existentes. São eles os cálculos de cálcio, de cistina, de estruvita e de ácido úrico. Vamos explicar cada um. 

CÁLCULOS DE CÁLCIO

São muito comuns e tendem a ocorrer mais em homens do que em mulheres, geralmente aparecendo por volta dos 20 a 30 anos. Além disso, é preciso ter noção de que esses cálculos renais também têm tendências de reaparecer após o tratamento. A formação desses cálculos pode ser originada por algumas doenças do intestino delgado, distúrbios metabólicos ou dietas ricas em vitaminas D que aumentam o risco de formação de oxalato de cálcio. 

CÁLCULOS DE ESTRUVITA 

Esses são encontrados principalmente em mulheres que apresentam alguma infecção no trato urinário. Um fator de risco é que eles podem  crescer o suficiente para bloquear o ureter, a bexiga ou o rim 

CÁLCULOS DE ÁCIDO ÚRICO 

Formados principalmente em pessoas que possuem taxas de ácido úrico elevado, esses cálculos correspondem a 7% do total de cálculos renais tratados. Mais frequentes em homens do que em mulheres e ocorrendo geralmente em pessoas que têm gota, fazem quimioterapia ou têm a dieta rica em proteína. 

CÁLCULOS DE CISTINA 

Estes cálculos aparecem em pessoas que têm cistinúria. Trata-se de uma doença renal hereditária sem preferência por gênero.

Procurar o tratamento adequado é importante porque essa patologia é causadora de dor intensa.

Confira abaixo o que a Renovare, localizada em Brasília (SEPS Q 709/909, Asa Sul), oferece de mais moderno para o tratamento dos cálculos no sistema urinário com os melhores médicos urologistas: 

URETEROSCOPIA RÍGIDA 

Também conhecida como ureterolitotripsia, tem como objetivo a fragmentação e remoção do cálculo do ureter ou pequenos cálculos, por método endoscópico, ou seja, o procedimento é realizado pelo orifício da uretra, que permite acessar as vias urinárias com menor agressividade e tornando desnecessário o uso de incisões ou cortes.

Realizada em centro cirúrgico, podendo utilizar anestesia geral ou regional, esta cirurgia inicia-se pela passagem do ureteroscópio pela uretra, de onde ele atinge a bexiga e segue em direção ao ureter até a localização do cálculo ou prossegue até o rim, no caso de cálculo renal. O cirurgião conta ainda com o auxílio de aparelhos de RX para a inserção de cateteres, guias e sondas. Uma vez localizado, o cálculo é fragmentado com a utilização de Laser. Os fragmentos maiores são então retirados com a ajuda de pinças.

Em grande parte dos casos o paciente recebe alta hospitalar 24 horas após a cirurgia, e é recomendada a ingestão de bastante líquido, repouso, assim como o uso de analgésicos e antibióticos a serem prescritos pelo médico.

Em decorrência da passagem de equipamentos e sondas, pode haver ardência e desconforto para urinar, em especial nos primeiros dias. A urina pode ficar um tanto avermelhada pela presença de sangue, o que é comum e deve melhorar espontaneamente. Em alguns casos é necessário o implante do cateter duplo J, que pode causar desconforto para urinar e o aumento da frequência das micções. O cateter é retirado após algumas semanas em um procedimento chamado cistoscopia.

URETEROSCOPIA FLEXÍVEL 

Atualmente considerada a maior inovação no tratamento cirúrgico dos cálculos urinários, esta técnica utiliza ureteroscópios flexíveis de pequeno calibre que possibilitam o acesso endoscópico (via uretra peniana) de todas as cavidades das unidades reno-ureterais. Isso permite o tratamento de cálculos urinários em qualquer localização, sem a necessidade de incisões. O surgimento e o aprimoramento do Holmium Laser e do instrumental cirúrgico contínuo permite a fragmentação e retirada segura dos cálculos com menor risco de complicações. A indicação para este tratamento vai depender do tamanho do cálculo, e será realizado após a avaliação de um médico urologista.

NEFROLITOTRIPSIA PERCUTÂNEA 

Trata-se da forma menos agressiva de tratamento para cálculos renais grandes e que não podem ser tratados pela fragmentação com os aparelhos de litotripsia extra-corpórea (LECO) e por ureteroscopia flexível. 

Diferente dos tratamentos cirúrgicos do passado, hoje a ciruriga percutânea é realizada através de incisão de 1cm na pele na região dorsal, oferecendo uma recuperação muito mais rápida. 

Realizada em centro cirúrgico sob anestesia geral, inicia-se com a colocação de um cateter no ureter, que é responsável pela injeção de contraste no rim, o que permite a identificação de cálculo renal e também da anatomia do órgão. O urologista então punciona o rim com uma agulha fina, introduzindo um fio-guia e dilatadores, a fim de introduzir o nefroscópio (endoscópio que conectado a uma câmera permite a avaliação da parte interna do rim, localiza o cálculo, fragmenta e retira os fragmentos com pinças). Pode ocorrer do cálculo renal ser muito volumoso, e para que haja a completa remoção pode haver a necessidade da realização de mais de uma punção do rim. 

Drenagens com sondas e cateteres são utilizados com muita frequência após o procedimento. Uma forma de drenagem interna é a utilização de cateter duplo J, que impede que coágulos ou fragmentos de cálculos obstruam o canal do ureter. 

Uma outra forma de drenagem muito utilizada é a sonda de nefrostomia, que é introduzida dentro da área operada do rim, através do pequeno orifício que é feito na região lombar para a realização da cirurgia. A sonda é mantida para a drenagem da urina sanguinolenta que geralmente ocorre nos primeiros dias. Outra sonda é utilizada para drenagem de urina de bexiga. 

A presença de sangue na urina no período pós-operatório é normal, e só deve trazer preocupações se for muito intensa ou com coágulos que podem provocar anemia mais grave. Dores na região lombar ao redor da sonda de nefrostomia também são rotineiras, porém são controladas com analgésicos usuais. Também podem ocorrer náuseas. 

A sonda de nefrostomia normalmente é removida nos primeiros dias de pós-operatório; muito frequentemente há drenagem de urina pela incisão lombar, que pode ter a duração de alguns minutos ou alguns dias. 

A sonda da bexiga também é logo removida e pode haver a sensação de queimação na uretra durante as micções. 

O paciente geralmente fica internado por um período de 2 a 3 dias. Quando em casa, é importante fazer repouso, ingerir líquidos e seguir a prescrição médica que inclui analgésicos e antibióticos. O local da incisão deve ser lavado diariamente e coberto com curativo simples e pequeno enquanto houver qualquer secreção. Após o corte estar seco não há necessidade de curativos adicionais. Caso seja utilizada a drenagem interna com cateter duplo J, é importante agendar a retirada com o médico, pois é necessário um novo procedimento endoscópico chamado cistoscopia, que dispensa a internação hospitalar.

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